segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

'Prévia do PIB' tem maior alta mensal de 2011 em novembro, aponta BC (Postado por Erick OLiveira)

O nível de atividade econômica do país registrou alta de 1,15% em novembro, segundo números divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. No mês retrasado, o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, somou 140,19 pontos, contra 138,6 pontos em outubro. O indicador busca ser uma prévia do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O crescimento registrado em novembro aconteceu depois de três meses consecutivos de recuo e foi a maior expansão mensal registrada em todo o ano.

Nos 11 primeiros meses de 2011, por sua vez, o crescimento da atividade econômica foi de 2,88%. Com isso, houve desaceleração frente ao resultado dos dez primeiros meses, que foi de 3,04%.
Em doze meses até novembro, ainda de acordo com números do BC, a taxa de expansão do IBC-Br foi de 3,04%. Com isso, ficou abaixo do resultado obtido em 12 meses até outubro (3,39%).
IBC-Br
O IBC-Br é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB)e ajudar a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic). O Banco Central explicou que o IBC-Br "constitui uma medida antecedente da evolução da atividade econômica".
Antes divulgado por estados, e por regiões, desde o início deste ano o indicador passou a ser calculado com abrangência nacional. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além dos impostos.
"A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução da oferta total (produção+importações)", explicou o Banco Central, por meio do relatório de inflação de março do ano passado.
Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, os juros básicos estão em 11% ao ano. A taxa começou o ano de 2011 subindo para controlar as pressões inflacionárias. Foram cinco elevações consecutivas até julho do ano passado.
Com a piora do cenário internacional, porém, o BC resolveu baixar a taxa no fim de agosto e repetiu a dose em outubro e no final de novembro, quando os juros recuaram mais 0,5 ponto percentual em cada reunião, para 11% ao ano. A previsão do mercado financeiro é de que a taxa tenha nova queda nesta semana, para 10,5% ao ano.
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

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